Para lidar com a d
iversidade de especificidades, a W3C-WAI (1999) aponta para ações em áreas-chave, estabelecendo e garantindo a acessibilidade às novas tecnologias da informação e da comunicação, estando associadas a:
• Características de acessibilidade incorporadas no hardware ou no sistema operativo que promovem a sua acessibilidade a usuários com ou sem necessidades especiais. Essa é a solução preferível, uma vez que as características de acessibilidade estão disponíveis em todas as estações de trabalho e podem ser utilizadas em todas as aplicações.
• Utilitários que modificam o sistema para torná-lo mais utilizável a um maior número de usuários e mais práticos para instalar em todas as plataformas. Exemplos de utilitários incluem os sistemas de output em Braille ou as modificações do teclado ou do mouse.
• Aplicações especiais para pessoas com deficiências, tais como processadores de texto projetados para integrar voz e texto com o objetivo de auxiliar usuários com aptidões de escrita e de leitura limitadas.
• Características de usabilidade que podem ser incorporadas nas principais necessidades especiais, tornando-as mais fáceis. Por exemplo, parametrização de cores ou aceleradores de teclado.
A acessibilidade à Internet deve alicerçar-se na flexibilidade da informação, permitindo que a mesma possa ser “visível”, convertida em fala ou Braille, impressa e utilizada por diferentes dispositivos de entrada - teclado, apontadores, voz. Essas características de acessibilidade devem envolver três aspectos.
O primeiro aspecto refere-se as características relacionadas aos usuários. Significa que nenhum obstáculo pode ser imposto ao indivíduo face a suas capacidades sensoriais e funcionais. Abaixo são apontados alguns dos problemas enfrentados pelos usuários com vários tipos de limitações:
1. Usuários cegos:
· obter informações apresentadas visualmente;
· interagir usando dispositivo diferente do teclado;
· navegar através de conceitos espaciais;
· distinguir entre outros sons e a voz produzida pelo sintetizador.
2. Usuário amblíopes ou daltônicos:
· distinguir cromáticas de contraste ou de profundidade;
· utilizar informações dependentes das dimensões;
· distinguir tipos diferentes de letras;
· localizar e/ou seguir ponteiros, cursores, pontos ativos e locais de recepção de objetos, bem como, manipular diferentes objetos gráficos.
3. Usuários com deficiências auditivas:
· Ouvir e/ou distinguir alterações de frequência;
· Localizar sons;
· Perceber informações auditivas;
· Dificuldades de utilização de segunda língua, visto que, a língua gestual é a primeira
· língua das pessoas surdas.
4. Usuários com limitações motoras:
· Carregar simultaneamente em várias telas;
· Deslocar ou tentar alcançar objetos;
· Executar ações que impliquem e precisão ou rapidez.
5. Usuários com problemas de concentração, memorização, leitura ou percepção:
· Ler sem ouvir o texto lido em voz alta (dislexia);
· Executar algumas tarefas no espaço de tempo requerido;
· Ler e compreender as informações existentes;
· Perceber qual a função de um objeto gráfico sem legenda.
6. Usuários com múltiplas limitações:
· Algumas soluções criam novas barreiras a um tipo diferente de limitação
O segundo aspecto refere-se as características relacionadas a situação em que ocorre a interação usuário-tecnologia, significa que o sistema deve ser acessível e utilizável em diversas situações, independentemente do software, da comunicação ou do equipamento, como:
· compatibilidade com navegadores;
· utilização de comunicações lentas ou de equipamentos sem saída de áudio;
· utilização de equipamentos sem mouse;
· utilização de impressoras monocromáticas.
O terceiro aspecto refere-se as característica do ambiente, significa que o acesso não deve ser condicionado pelo ambiente físico envolvente, exterior ou interior, como:
· utilização em ambientes ruidosos;
· utilização em ambientes interior/exterior com muita luminosidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário