quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Como e onde aplicar a Acessibilidade na Web?

Para lidar com a diversidade de especificidades, a W3C-WAI (1999) aponta para ações em áreas-chave, estabelecendo e garantindo a acessibilidade às novas tecnologias da informação e da comunicação, estando associadas a:

• Características de acessibilidade incorporadas no hardware ou no sistema operativo que promovem a sua acessibilidade a usuários com ou sem necessidades especiais. Essa é a solução preferível, uma vez que as características de acessibilidade estão disponíveis em todas as estações de trabalho e podem ser utilizadas em todas as aplicações.

• Utilitários que modificam o sistema para torná-lo mais utilizável a um maior número de usuários e mais práticos para instalar em todas as plataformas. Exemplos de utilitários incluem os sistemas de output em Braille ou as modificações do teclado ou do mouse.

• Aplicações especiais para pessoas com deficiências, tais como processadores de texto projetados para integrar voz e texto com o objetivo de auxiliar usuários com aptidões de escrita e de leitura limitadas.

• Características de usabilidade que podem ser incorporadas nas principais necessidades especiais, tornando-as mais fáceis. Por exemplo, parametrização de cores ou aceleradores de teclado.

A acessibilidade à Internet deve alicerçar-se na flexibilidade da informação, permitindo que a mesma possa ser “visível”, convertida em fala ou Braille, impressa e utilizada por diferentes dispositivos de entrada - teclado, apontadores, voz. Essas características de acessibilidade devem envolver três aspectos.

O primeiro aspecto refere-se as características relacionadas aos usuários. Significa que nenhum obstáculo pode ser imposto ao indivíduo face a suas capacidades sensoriais e funcionais. Abaixo são apontados alguns dos problemas enfrentados pelos usuários com vários tipos de limitações:

1. Usuários cegos:

· obter informações apresentadas visualmente;

· interagir usando dispositivo diferente do teclado;

· navegar através de conceitos espaciais;

· distinguir entre outros sons e a voz produzida pelo sintetizador.

2. Usuário amblíopes ou daltônicos:

· distinguir cromáticas de contraste ou de profundidade;

· utilizar informações dependentes das dimensões;

· distinguir tipos diferentes de letras;

· localizar e/ou seguir ponteiros, cursores, pontos ativos e locais de recepção de objetos, bem como, manipular diferentes objetos gráficos.

3. Usuários com deficiências auditivas:

· Ouvir e/ou distinguir alterações de frequência;

· Localizar sons;

· Perceber informações auditivas;

· Dificuldades de utilização de segunda língua, visto que, a língua gestual é a primeira

· língua das pessoas surdas.

4. Usuários com limitações motoras:

· Carregar simultaneamente em várias telas;

· Deslocar ou tentar alcançar objetos;

· Executar ações que impliquem e precisão ou rapidez.

5. Usuários com problemas de concentração, memorização, leitura ou percepção:

· Ler sem ouvir o texto lido em voz alta (dislexia);

· Executar algumas tarefas no espaço de tempo requerido;

· Ler e compreender as informações existentes;

· Perceber qual a função de um objeto gráfico sem legenda.

6. Usuários com múltiplas limitações:

· Algumas soluções criam novas barreiras a um tipo diferente de limitação

O segundo aspecto refere-se as características relacionadas a situação em que ocorre a interação usuário-tecnologia, significa que o sistema deve ser acessível e utilizável em diversas situações, independentemente do software, da comunicação ou do equipamento, como:

· compatibilidade com navegadores;

· utilização de comunicações lentas ou de equipamentos sem saída de áudio;

· utilização de equipamentos sem mouse;

· utilização de impressoras monocromáticas.

O terceiro aspecto refere-se as característica do ambiente, significa que o acesso não deve ser condicionado pelo ambiente físico envolvente, exterior ou interior, como:

· utilização em ambientes ruidosos;

· utilização em ambientes interior/exterior com muita luminosidade.

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