quarta-feira, 24 de agosto de 2011

AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM E A ACESSIBILIDADE

As instituições de ensino têm um papel importante na formação do conhecimento. Para tanto, deve ser um espaço democrático, inclusivo e que atenda as individualidades de seus aprendizes, propondo uma capacitação de qualidade e que apresente soluções adequadas às necessidades existentes. Sistemas de ensino são desenvolvidos vislumbrando a possibilidade de oportunidade igualitária na formação do conhecimento através do desenvolvimento de Ambiente Virtual de Aprendizagem – AVA. Com o auxilio das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação – NTICs, torna-se pertinente indagar a igualdade de oportunidades no sistema Educacional Brasileiro, já que de acordo com a Constituição Brasileira vigente, toda pessoa tem direito à educação, e a escola deve levar em conta a diversidade das características dos seres humanos. Esta igualdade de oportunidades também está assegurada na Lei de Diretrizes e Bases n.º 9.394 /96.

Os deficientes enfrentam algumas barreiras relativas ao acesso à educação, como aceitação, comunicação, espaço e aprendizagem. As tecnologias atuais não atendem as premissas necessárias de um sistema acessível para usuários deficientes, já que não se adaptam às necessidades individuais de cada um deles.

O sistema deve possibilitar o respeito às dificuldades individuais dos usuários e proporcionar uma interação de acordo com suas limitações, considerando os principais tipos de deficiência, seja ela motora ou sensorial. Dessa forma, a interface deve servir ao usuário e se adaptar a suas necessidades de forma distinta para que barreiras possam ser superadas. Logo, a Educação a Distância é considerada uma oportunidade de acesso a IES, intermediária na capacitação profissional desses indivíduos promovendo iguais oportunidades de inclusão no mercado de trabalho e uma formação continuada.

O apoio de áreas correlatas é de fundamental importância, já que o estudo tem uma característica multidisciplinar e deve basear-se na pesquisa de profissionais da psicologia, educação, tecnologia, comunicação, arquitetura, taxonomia e nas boas práticas de desenvolvimento de softwares acessíveis e inclusivos para um envolvimento e fundamentação.

A acessibilidade digital também é um exemplo de tecnologia utilizada como ferramenta educacional. Esta é uma forma de tornar uma tecnologia utilizável por qualquer pessoa, independente de sua condição física, sensorial, cognitiva ou condição de trabalho (MARTINS et al, 2007). Para Godinho (1999) a acessibilidade na web é caracterizada pela flexibilização da informação para que pessoas com necessidades especiais em diferentes ambientes e situações, através de equipamentos e navegadores, consigam acessar as informações.

Concluímos dessa forma a importância dos estudos de acessibilidade, como uma prática investigativa que proporcione resultados positivos a sociedade e não tão somente. Como boas práticas de programação, a intenção é estimular uma reflexão de que os ambientes tecnológicos devem ser adaptados aos consumidores de tais objetos sendo as pessoas um objeto maior de estudo.

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