sexta-feira, 26 de agosto de 2011

ACESSIBILIDADE E SOFTWARE ASSISTIVO


Democratizar o acesso as tecnologias da informação torna-se um papel importante dos profissionais de TI conjuntamente com áreas correlatas.Os ambientes virtuais devem proporcionar interações de acordo com as limitações de cada individuo.

Atualmente existem uma grande demanda por ferramentas que supram as necessidades especiais ( Tecnologias Assistivas ). Essas tecnologias promovem formas alternativas de interação humano-computador para melhor entendimento desse contexto vão duas definições de acessibilidade.

Acessibilidade:
Permitir a pessoa com deficiência possibilidades adequadas de exercer atividades e usufruir de produtos e serviços minimizando possíveis barreiras que possam ser encontradas de acordo com seus níveis de deficiência motoras ou sensoriais.

E-Acessibility:
Campo da acessibilidade responsável por promover pesquisa e desenvolvimento de produtos e serviços de Tecnologia da Informação voltados aos portadores de necessidades especiais.

Com base nesse contexto qualquer atividade ou iniciativa que proporcione a difusão desses estudos torna-se importante e plausível sempre no sentido de assegurar que todos possam ter direitos e oportunidades igualitárias.
Veremos então alguns recursos de tecnologia assistiva mais utilizados.

Para os portadores de deficiência Visual existem:

LEITORES DE TELAS

São tecnologias que interagem com o ambiente do sistema operacional e conseguem capturar qualquer informação apresentada na forma de texto e transforma em uma resposta de voz, ou seja, falada.

A navegação passa a ser realizada através de um teclado comum e seus comandos sendo assim inutilizado o mouse na maior parte do tempo.

ALGUNS LEITORES DE TELA:

1. JAWS for Windows
(www.freedomscientific.com)
2. DOSVOX
(http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox)
3. Virtual Vision
(www.virtualvision.com.br)
4. NVDA
(www.nvda-project.org)

DISPLAY BRAILLE

O display brailler trata-se de um hardware que identificar os sinais e ações do dispositivo de saída e apresenta em forma de conteúdo em áudio.

Recentemente o Iphone4 veio com um display Braille inserido para portadores de deficiência visual segue abaixo um vídeo explicativo:



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Como e onde aplicar a Acessibilidade na Web?

Para lidar com a diversidade de especificidades, a W3C-WAI (1999) aponta para ações em áreas-chave, estabelecendo e garantindo a acessibilidade às novas tecnologias da informação e da comunicação, estando associadas a:

Características de acessibilidade incorporadas no hardware ou no sistema operativo que promovem a sua acessibilidade a usuários com ou sem necessidades especiais. Essa é a solução preferível, uma vez que as características de acessibilidade estão disponíveis em todas as estações de trabalho e podem ser utilizadas em todas as aplicações.

Utilitários que modificam o sistema para torná-lo mais utilizável a um maior número de usuários e mais práticos para instalar em todas as plataformas. Exemplos de utilitários incluem os sistemas de output em Braille ou as modificações do teclado ou do mouse.

Aplicações especiais para pessoas com deficiências, tais como processadores de texto projetados para integrar voz e texto com o objetivo de auxiliar usuários com aptidões de escrita e de leitura limitadas.

Características de usabilidade que podem ser incorporadas nas principais necessidades especiais, tornando-as mais fáceis. Por exemplo, parametrização de cores ou aceleradores de teclado.

A acessibilidade à Internet deve alicerçar-se na flexibilidade da informação, permitindo que a mesma possa ser “visível”, convertida em fala ou Braille, impressa e utilizada por diferentes dispositivos de entrada - teclado, apontadores, voz. Essas características de acessibilidade devem envolver três aspectos.

O primeiro aspecto refere-se as características relacionadas aos usuários. Significa que nenhum obstáculo pode ser imposto ao indivíduo face a suas capacidades sensoriais e funcionais. Abaixo são apontados alguns dos problemas enfrentados pelos usuários com vários tipos de limitações:

1. Usuários cegos:

· obter informações apresentadas visualmente;

· interagir usando dispositivo diferente do teclado;

· navegar através de conceitos espaciais;

· distinguir entre outros sons e a voz produzida pelo sintetizador.

2. Usuário amblíopes ou daltônicos:

· distinguir cromáticas de contraste ou de profundidade;

· utilizar informações dependentes das dimensões;

· distinguir tipos diferentes de letras;

· localizar e/ou seguir ponteiros, cursores, pontos ativos e locais de recepção de objetos, bem como, manipular diferentes objetos gráficos.

3. Usuários com deficiências auditivas:

· Ouvir e/ou distinguir alterações de frequência;

· Localizar sons;

· Perceber informações auditivas;

· Dificuldades de utilização de segunda língua, visto que, a língua gestual é a primeira

· língua das pessoas surdas.

4. Usuários com limitações motoras:

· Carregar simultaneamente em várias telas;

· Deslocar ou tentar alcançar objetos;

· Executar ações que impliquem e precisão ou rapidez.

5. Usuários com problemas de concentração, memorização, leitura ou percepção:

· Ler sem ouvir o texto lido em voz alta (dislexia);

· Executar algumas tarefas no espaço de tempo requerido;

· Ler e compreender as informações existentes;

· Perceber qual a função de um objeto gráfico sem legenda.

6. Usuários com múltiplas limitações:

· Algumas soluções criam novas barreiras a um tipo diferente de limitação

O segundo aspecto refere-se as características relacionadas a situação em que ocorre a interação usuário-tecnologia, significa que o sistema deve ser acessível e utilizável em diversas situações, independentemente do software, da comunicação ou do equipamento, como:

· compatibilidade com navegadores;

· utilização de comunicações lentas ou de equipamentos sem saída de áudio;

· utilização de equipamentos sem mouse;

· utilização de impressoras monocromáticas.

O terceiro aspecto refere-se as característica do ambiente, significa que o acesso não deve ser condicionado pelo ambiente físico envolvente, exterior ou interior, como:

· utilização em ambientes ruidosos;

· utilização em ambientes interior/exterior com muita luminosidade.

AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM E A ACESSIBILIDADE

As instituições de ensino têm um papel importante na formação do conhecimento. Para tanto, deve ser um espaço democrático, inclusivo e que atenda as individualidades de seus aprendizes, propondo uma capacitação de qualidade e que apresente soluções adequadas às necessidades existentes. Sistemas de ensino são desenvolvidos vislumbrando a possibilidade de oportunidade igualitária na formação do conhecimento através do desenvolvimento de Ambiente Virtual de Aprendizagem – AVA. Com o auxilio das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação – NTICs, torna-se pertinente indagar a igualdade de oportunidades no sistema Educacional Brasileiro, já que de acordo com a Constituição Brasileira vigente, toda pessoa tem direito à educação, e a escola deve levar em conta a diversidade das características dos seres humanos. Esta igualdade de oportunidades também está assegurada na Lei de Diretrizes e Bases n.º 9.394 /96.

Os deficientes enfrentam algumas barreiras relativas ao acesso à educação, como aceitação, comunicação, espaço e aprendizagem. As tecnologias atuais não atendem as premissas necessárias de um sistema acessível para usuários deficientes, já que não se adaptam às necessidades individuais de cada um deles.

O sistema deve possibilitar o respeito às dificuldades individuais dos usuários e proporcionar uma interação de acordo com suas limitações, considerando os principais tipos de deficiência, seja ela motora ou sensorial. Dessa forma, a interface deve servir ao usuário e se adaptar a suas necessidades de forma distinta para que barreiras possam ser superadas. Logo, a Educação a Distância é considerada uma oportunidade de acesso a IES, intermediária na capacitação profissional desses indivíduos promovendo iguais oportunidades de inclusão no mercado de trabalho e uma formação continuada.

O apoio de áreas correlatas é de fundamental importância, já que o estudo tem uma característica multidisciplinar e deve basear-se na pesquisa de profissionais da psicologia, educação, tecnologia, comunicação, arquitetura, taxonomia e nas boas práticas de desenvolvimento de softwares acessíveis e inclusivos para um envolvimento e fundamentação.

A acessibilidade digital também é um exemplo de tecnologia utilizada como ferramenta educacional. Esta é uma forma de tornar uma tecnologia utilizável por qualquer pessoa, independente de sua condição física, sensorial, cognitiva ou condição de trabalho (MARTINS et al, 2007). Para Godinho (1999) a acessibilidade na web é caracterizada pela flexibilização da informação para que pessoas com necessidades especiais em diferentes ambientes e situações, através de equipamentos e navegadores, consigam acessar as informações.

Concluímos dessa forma a importância dos estudos de acessibilidade, como uma prática investigativa que proporcione resultados positivos a sociedade e não tão somente. Como boas práticas de programação, a intenção é estimular uma reflexão de que os ambientes tecnológicos devem ser adaptados aos consumidores de tais objetos sendo as pessoas um objeto maior de estudo.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O que é Acessibilidade na Web?


O termo Acessibilidade Web refere-se a prática de fazer websites que possam ser utilizados por todas as pessoas, sejam portadoras de deficiências ou não. Quando os sites são corretamente concebidos, desenvolvidos e editados, todos os usuários podem ter igual acesso à informação e funcionalidade.

A acessibilidade envolve diferentes áreas. Entre elas podemos citar: (1) a acessibilidade ao computador que engloba programas (software) de acesso incluindo diferenciados tipos de Ajudas Técnicas para uso genéricos de acesso aos computadores e periféricos ou que podem ser especialmente programados para o acesso a WEB; (2) a acessibilidade ao Navegador, os quais podem ser genéricos como o Microsoft Explorer e o Firefox. Contudo, existem navegadores específicos que oferecem facilidade de acesso a diferentes usuários como o navegador só de texto LYNX para cegos; (3) a acessibilidade ao planejamento de páginas WEB, que envolve várias dimensões como conteúdo, estrutura e formato. O elemento fundamental, neste caso, é a escolha da ferramenta de construção de páginas que possa oferecer maiores possibilidades de opções de acessibilidade.


A acessibilidade à Internet é a flexibilização do acesso à informação e da interação dos usuários que possuam algum tipo de necessidade especial no que se refere aos mecanismos de navegação e de apresentação dos sites, à operação com software e com hardware e às adaptações aos ambientes e situações. A acessibilidade passa a ser entendida como sinônimo de aproximação, um meio de disponibilizar a cada usuário interfaces que respeitem suas necessidades e preferências.

No centro dessas ações, estão os grupos de pesquisadores que investigam as interfaces desenvolvidas para a World Wide Web, objetivando que as mesmas conquistem uma transparência na audiência a que se destinam, especialmente para a comunidade dos cidadãos com necessidades especiais. Em 1999 a Web Accessibility Initiative (WAI), um projeto com o World Wide Web Consortium (W3C), publicou o Web Content Accessibility Guidelines # WCAG 1,0. Desde então estes têm sido amplamente aceitos como as orientações definitivas sobre a forma de criar websites acessíveis na Web. Outras empresas como a Microsoft e a IBM também estão pesquisando a acessibilidade na Web, objetivando:

• estimular a presença de usuários com necessidades especiais na Internet;

• facilitar o intercâmbio de conhecimentos e de experiências entre associações e pessoas interessadas na presença de usuários com necessidades especiais e na garantia de sua acessibilidade à rede mundial de computadores;

• orientar e estruturar o desenvolvimento global da Web, promovendo e impulsionando um tratamento mais correto em relação às necessidades especiais e a modelagem de sites para facilitar a navegação;

• aproveitar todo o potencial da rede no desenvolvimento de protocolos comuns para promover a evolução e a interoperacionalidade na Internet;

• prestar apoio técnico para facilitar a implementação das recomendações de acessibilidade na Internet;

• estimular, estabelecer e manter os espaços de investigação, informação e documentação da presença de ações de usuários com necessidades especiais na Web e a acessibilidade à Internet.